As medidas de se formar
uma jovem cidadão, transformador e modificador da sua sociedade, vai muito além
da capacidade do professor em guiar o jovem ao aprendizado e desenvolver o
gosto desse em refletir e analisar o contexto que o cerca para então poder
interferir nele de forma positiva.
Uma das questões
primordiais para se levar um jovem a ter o gosto por aprender (algo bem
diferente do que somente o professor ensinar, mas sim, de o jovem refletir e
poder agir por meio de análise e levantamento de hipóteses acerca dos problemas
que o cerca, ao que se chama aprendizado) é a influência e presença da família,
seja ela formada em qualquer molde (pai, padrasto, madrasta, irmãos, tios...
que cuidam e zelam pelo jovem) no ambiente escolar.
O Estado delega a
responsabilidade à Escola que deve realizar uma leitura da sociedade que a
cerca e tornar o seu espaço atrativo para a presença dos pais na formação de
frentes, como a APM (Associação de Pais e Mestres) que discutam os melhores
caminhos em transformar a criança em um cidadão pensante, todavia ele, o
Estado, aparentemente não deseja formar um ser questionador ao não fornecer
nenhum subsídio para que a Escola torne o seu espaço atrativo aos pais, como com
a presença de palestrantes, oficinas artísticas e verba para que a Escola
consiga acolher a comunidade que a cerca, que muitas vezes, na grande parte,
vive na periferia cultural e sem áreas de lazer.
Cabe a Escola, não se
encostar no desamparo do Estado, mas buscar alternativas, como em grupos, tal
como o Coletivo Transitório de teatro de rua que visa transformar/transportar o
jovem como protagonista da sua própria história, incentivar festivais
artísticos e apresentações do corpo discente valorizando o maior valor da Escola
que são seus alunos. Buscando parcerias que driblem as dificuldades.
Evitar que a presença dos
responsáveis pelo estudante na escola seja somente para repreendê-los, como ao
jovem, por qualquer atitude não considerada adequada ao ambiente escolar de
aprendizado, ou que seja algo pontual, como em Reuniões de Pais e Mestres em
que os pais são somente requeridos para saberem dos resultados alcançados no
trajeto de aprendizado do filho, mas sim, promover encontros em que a
comunidade seja protagonista do saber e do aprendizado gerando a troca e a
valorização da cultura que permeia a Escola.
Ou mesmo, a Escola culpar
a própria família pelo seu afastamento dela e deixar o estudante no jogo de
empurra entre Estado, Escola e família. Como também a família creditar à Escola
a responsabilidade integral em educar e instruir o jovem. Mas juntarem-se essas
duas últimas instituições na formação de um ser capaz de refletir e agir em seu
meio social.
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